Eu queria acreditar nele. Tentei acreditar nele. Mas não conseguia me livrar do medo crescente de que algo estivesse acontecendo durante aquelas horas da noite, algo que eu não conseguia ver nem entender. Então tomei uma decisão que sabia que Daniel consideraria desnecessária, talvez até paranoica. Instalei uma câmera.
Era uma pequena e discreta câmera de segurança instalada no canto do teto do quarto de Emily, posicionada para capturar todo o ambiente sem ser óbvia ou intrusiva. Eu não estava tentando espionar minha filha; precisava me convencer de que nada estava errado, que as reclamações de Emily eram apenas fruto da imaginação de uma criança. Configurei a câmera para gravar continuamente durante a noite e pude acessar as imagens por meio de um aplicativo no meu celular.
Na primeira noite após a instalação, verifiquei as gravações antes de ir para a cama. Emily dormia tranquilamente no meio de sua cama grande; sua pequena figura ocupava pouco mais de um quarto do colchão. Os bichos de pelúcia permaneceram intocados no parapeito da janela. Nada se mexia, exceto por um leve movimento ocasional quando Emily se virava enquanto dormia. Soltei um suspiro de alívio, sentindo-me tolo por minha paranoia.
Até às duas da manhã